Analise a letra da musica a seguir e responda o que se pede.
Os diferentes modelos produtivos de cada momento do sistema capitalista, sempre foram o resultado da busca por caminhos para manter o crescimento da produção e do consumo. Assim sendo, a partir da compreensão da música e de seus conhecimentos, qual a relação existente entre globalização, sociedades de consumo e degradação ambiental. Utilize o espaço destinado aos comentários para responder e debater sobre o tema.
Para Milton Santos, a globalização é, de certa forma o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. Esse conceito se materializa de diversas maneiras no nosso cotidiano, já que o processo de internacionalização, implica a construção de uma rede de comunicação, que interliga o local ao global, numa mútua relação de influência. Podemos falar de uma relação entre localismos e globalismos. Nessa dinâmica, somos em certo sentido massa de manobra e ao mesmo tempo, força motriz, que alimenta um sistema marcado por uma infinidade de possibilidades, expressas nos fluxos da globalização. Trocando em miúdos, a globalização produz e sustenta, o fluxo do capital, de mercadorias, de pessoas, de informação e, sobretudo, fluxos culturais, que contribuem para a construção da perspectiva de aldeia global. Essa perspectiva, além de alienante, esmaga as particularidades da identidade de cultural de cada povo, de suas etnias e processos históricos, reduzidos a uma padronização cultural.
É nessa perspectiva que Milton Santos nos apresenta o tema da globalização a partir de uma tríplice visão de mundo. Assim, esse grande geógrafo brasileiro, nos apresentará em seu livro "por uma outra globalização", o mundo como fábula,como perversidade e como possibilidade.
Em seu livro, Milton Santos afirma: "vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido." Aqui, torna-se clara a visão do autor, em reconhecer o progresso das ciências e das técnicas, reconhecidamente marcadas pela precisão e intencionalidade. De fato, o avanço das técnicas produziram uma profunda transformação na relação do ser humano com o espaço geográfico. Poderíamos dizer até que, essa transformação se mostra irreversível e veloz. Os sistemas produtivos se tornam cada vez mais equipados de uma força transformadora que tem influenciado o comportamento humano e suas mais variadas relações. Contudo, todo esse avanço, produz efeitos potencialmente perigosos, já que nutre o crescente interesse pelo consumo e pelo descarte. Consumimos mais recursos naturais e, consequentemente, também produtos industrializados, ações que, inevitavelmente, nos levam a descartar de forma mais rápida e danosa. Mergulhamos o planeta numa condição extrema de exploração e degradação. Essa degradação não se mostra apenas na perspectiva ambiental, as relações sociais, econômicas, políticas, também apontam para uma insustentabilidade, que concentra a riqueza nas mãos de uma minoria, aprofundando as mais diversas formas de exclusão social e empobrecimento.
Segundo Milton Santos, explicações mecanicistas são, todavia, insuficientes. É a maneira como, sobre essa base material, se produz a história humana que é a verdadeira responsável pela criação da torre de babel em que vive a nossa era globalizada. Quando se permite imaginar que se tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é imposto aos espíritos é um mundo de fabulações , que se aproveita do alargamento de todos os contextos (M. Santos, A Natureza do espaço, 1996) para consagrar um discurso único. Seus fundamentos são a informação e o seu império, que encontram alicerce na produção de imagens e do imaginário, e se põe a serviço do império do dinheiro, fundado este na economização e na monetarização da vida social e da vida pessoal. De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização.
Fonte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal / Milton Santos. - 22ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 2012.
Para os professores que visitam o blog e outros interessados, sugiro que assistam essa entrevista com Zygmunt Bauman. Postem seus comentários e vamos refletir sobre educação.
O lugar é uma das categorias de análise da geografia. A partir do lugar podemos compreender os processos de construção e integração desses ambientes. Nele também percebemos que o antigo e novo andam juntos e estão expressos nas diferentes arquiteturas, traçados das ruas e avenidas e em tantos outros elementos que traduzem o lugar. A ele estamos unidos por vínculos afetivos, nutrido por nossas experiências e identificação. Assim, os lugares se conectam e de diversas formas nos relacionamos com ele. Na música "o meu lugar", perceberemos a bela descrição que o autor faz sobre os elementos que compõem o seu lugar. A religiosidade, as festas, sua história, seu povo, sua identidade. Curta a música e reflita sobre a beleza do lugar que ela nos apresenta.
A Coreia do Norte afirma
ter conduzido com sucesso seu quinto e mais potente teste nuclear, aumentando a
tensão na região e os temores de que o país esteja incrementando um arsenal
nuclear de olho em possíveis conflitos militares. Sobre as repercussões
geopolíticas do fato, pode-se concluir que
(A)O presidente sul-coreano, Park Geun-Hye,
classificou o teste de ato de "autodestruição" que expôs a
"imprudência maníaca" do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.
(B)As estimativas da potência da explosão desse
quinto teste são pouco precisas. Há especialistas que sugerem que ela atingiu
níveis inferiores à bomba lançada pelos Estados Unidos em Hiroshima, em 1945.
(C)a Coreia do Norte diz ter
"miniaturizado" ogivas nucleares com sucesso - afirmação que pôde ser
comprovada de forma independente, e aferida por muitos especialistas em nível
global.
(D)analistas acreditam que os primeiros testes
usaram plutônio. Não se sabe ao certo se o terceiro, em 2013, usou plutônio ou
urânio como matéria-prima. Mas acredita-se que essas ocasiões testaram bombas
atômicas de baixo risco mundial.
(E)EUA, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul
fizeram várias rodadas de negociações com os norte-coreanos, e estão conseguindo
demover Pyongyang da ideia de investir em armamento nuclear. GABARITO - LETRA A
A indústria 4.0 é um conceito proposto
recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de
automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de
manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet
dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais
eficientes, autônomos e customizáveis.
Isso significa um novo período no
contexto das grandes revoluções industriais. Com as fábricas inteligentes,
diversas mudanças ocorrerão na forma em que os produtos serão manufaturados,
causando impactos em diversos setores do mercado.
Relacionando
o texto com o infográfico e considerando os seis princípios para o
desenvolvimento e implantação da indústria 4.0, pode-se concluir que os
sistemas de produção inteligentes que tendem a surgir nos próximos anos,
promoverão cada vez mais
(A)o aumento da capacidade de operação em
tempo real, fato, que consiste na aquisição e tratamento de dados de forma
praticamente instantânea. Mesmo que os encaminhamentos práticos exijam uma
escala de tempo maior na busca por soluções, a possibilidade de decisões
assertivas e produtivas está garantida.
(B)simulações utilizadas ainda em caráter
experimental, amparadas em sistemas supervisórios, que se expressam na
existência de uma cópia virtual das fabricas inteligentes, promovendo assim, a
rastreabilidade e o monitoramento remoto de todos os processos por meio dos
inúmeros sensores espalhados ao longo da planta.
(C)tomada de decisões a partir do sistema
cyber-físico respondendo as necessidades da produção em tempo real. As máquinas
atuarão autonomamente aplicando comandos que fornecerão informações sobre seu
ciclo de trabalho. Os módulos da fábrica inteligente trabalharão de modo
centralizado, independente da ação humana.
(D)orientação a serviços que se utilizarão
de arquiteturas de software orientadas a serviços aliado ao conceito de
Internet of Services, o que garantirá a interoperabilidade dos sistemas cyber-físicos (suportes de peças,
postos de reunião e produtos), sem necessariamente depender da Internet das
Coisas e da Internet.
(E)a modularidade da produção de acordo com
a demanda, possibilitando o acoplamento e desacoplamento de módulos na
produção. Essa característica, oferece flexibilidade para alterar as tarefas
das máquinas facilmente, garantindo uma produção mais personalizada e
sustentável. GABARITO - LETRA E
EU, ETIQUETA Em minha calça está grudado um nome que não é meu de batismo ou de cartório, um nome... estranho. Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida. Em minha camiseta, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei. Minhas meias falam de produto que nunca experimentei mas são comunicados a meus pés. Meu tênis é proclama colorido de alguma coisa não provada por este provador de longa idade. Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordens de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada. Estou, estou na moda. É duro andar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado. Com que inocência demito-me de ser eu que antes era e me sabia tão diverso de outros, tão mim mesmo, ser pensante, sentinte e solidário com outros seres diversos e conscientes de sua humana, invencível condição. Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro, em língua nacional ou em qualquer língua (qualquer, principalmente). E nisto me comparo, tiro glória de minha anulação. Não sou - vê lá - anúncio contratado. Eu é que mimosamente pago para anunciar, para vender em bares festas praias pérgulas piscinas, e bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam e cada gesto, cada olhar cada vinco da roupa sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrine me tiram, recolocam, objeto pulsante mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Obra poética, Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.
Fonte: https://pensador.uol.com.br/frase/MjAyODM0/. Acesso em 06/03/17.
E vamos falar do mundo, mundo moderno marco malévolo mesclando mentiras modificando maneiras mascarando maracutaias majestoso manicômio meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres miscigenação morticínio, maior maldade mundial madrugada, matuto magro, macrocéfalo mastiga média morna monta matumbo malhado munindo machado, martelo mochila murcha margeia mata maior manhazinha move moinho moendo macaxeira mandioca meio-dia mata marreco manjar melhorzinho meia-noite mima mulherzinha mimosa maria morena momento maravilha motivação mútoa mas monocórdia mesmice muitos migram mastilentos maltrapilhos morarão modestamente malocas metropolitanas mocambos miseráveis menos moral menos mantimentos mais menosprezo metade morre mundo maligno misturando mendigos maltratados menores metralhados militares mandões meretrizes marafonas mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente modestas moças maculadas mercenárias mulheres marcadas mundo medíocre milionários montam mansões magníficas melhor mármore mobília mirabolante máxima megalomania mordomo, mercedez, motorista, mãos magnatas manobrando milhões mas maioria morre minguando! moradia meiágua, menos, marquise mundo maluco máquina mortífera mundo moderno melhore melhore mais melhore muito melhore mesmo merecemos maldito mundo moderno mundinho merda! Fonte: http://www.50emais.com.br/monologo-mundo-moderno/. Acesso em 05/03/17.
"A capacidade de carga de uma ponte não é medida pela
capacidade média dos pilares, mas pela capacidade do pilar mais fraco. Eu
sempre acreditei que não se mede a qualidade de uma sociedade pelo seu Produto
Interno Bruto, mas pela qualidade de vida de seus membros mais fracos".