sábado, 2 de maio de 2020
sexta-feira, 1 de maio de 2020
quinta-feira, 7 de junho de 2018
A HORA DO DESAFIO - QUESTÃO SOBRE O IDH.
(UEPG-PR) Com relação aos indicadores sociais e econômicos de um país ou de uma determinada região, assinale o que for correto.
01. O Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, criado pelo programa das Nações Unidas para o desenvolvimento - PNUD, leva em consideração expectativa de vida(medida pela longevidade e saúde da população), escolaridade (medida pela taxa de analfabetismo e tempo médio de escolaridade) e Produto Interno Bruto - PIB per capita (que mede o nível de vida da população).
02. Apenas a renda per capita de um país não exprime a sua realidade socioeconômica interna, pois não informa a respeito da distribuição desigual de renda e nem sobre o bem-estar humano desse país.
04. Para avaliar o desenvolvimento social e humano de um país ou região muitos são os índices utilizados, dentre os quais incluem dados sobre a contagem da população, analfabetismo, taxa de escolaridade, acesso à água potável e à rede de esgoto, mortalidade infantil e fecundidade, expectativa de vida e cálculo do Produto Interno Bruto - PIB.
08. No Brasil, em praticamente todos os quesitos normalmente utilizados para avaliar o desenvolvimento social e humano, as regiões Sul e Sudeste têm desempenho superior aos das regiões Norte, Centro-Oeste e, especialmente, do Nordeste.
16. O Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, que vai de um a zero, é alto nos países como Noruega, Suécia, Austrália, Canadá e Holanda, dentre outros, e baixo na maioria dos países africanos subdesenvolvidos.
Soma: 30 (02 + 04 + 08 + 16)
Comentário:
Na afirmação 01, a informação errada está em dizer que o PIB per capita mede o nível de vida da população. Esse indicador é utilizado para auferir uma renda média da população, dividindo o total das riquezas produzidas internamente por um país pelo total de habitantes de sua população, sem levar em conta o que cada pessoa ganha individualmente, por isso, esse índice não exprime a realidade de fato da população de um país.
A HORA DO DESAFIO - QUESTÃO SOBRE O COEFICIENTE DE GINI.
(UFTM-MG) O Coeficiente de Gini é uma relação estatística para
medir a desigualdade social, incluindo a distribuição de renda, e varia de 0
(zero) a 1 (um). O gráfico apresenta, no período de 2005 a 2009, os
coeficientes encontrados em alguns países do G20, onde para a distribuição de
renda o coeficiente 0 corresponde à completa igualdade na renda (todos detêm a
mesma renda per capita) e o coeficiente 1 corresponde à completa desigualdade
entre as rendas.
A partir da análise do gráfico, é correto afirmar que,
no período e dentre os países analisados,
(A) o Brasil é o segundo país com maior desigualdade na distribuição de renda
dentre os países do G20.
(B) o Brasil apresenta a melhor taxa de distribuição de renda dos países da
América Latina.
(C) assim como no Brasil, os governos de países de economias emergentes
priorizaram a melhoria na distribuição de renda.
(D) a África do Sul apresenta a melhor distribuição de renda do grupo em
função dos recursos minerais existentes em seu território.
(E) países desenvolvidos como França, Alemanha e Canadá, embora apresentem
economia estável, possuem elevados índices de desigualdade social.
Comentário:
Alternativa correta, letra B.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
A Escola de Frankfurt em resumo.
- Instituto de pesquisas sociais das décadas de 20/30.
- Está situada historicamente no início do século XX.
- Contexto da I Guerra Mundial – 1914/1918.
- Diante da crise de 1929, conhecida como a grande depressão econômica, surge os regimes totalitários, a exemplo do nazifacismo.
- Após a II Guerra Mundial – 1939/1945, o mundo sofre a influência dos meios de comunicação - surge a indústria cultural e a cultura de massas.
- Sofrerá influência do pensamento de Marx e Freud.
- Fará duras críticas ao racionalismo iluminista.
- Se firmará numa razão instrumental, que busca manipular fenômenos, sejam eles naturais ou sociais.
- Entendem a razão como libertadora ou opressora do ser humano.
- A política e a economia perpassadas pela filosofia, a estética e arte.
- A corrente otimista – acreditava nos meios de comunicação como possibilidade de progresso e de libertação humana. Dimensão prometeica – componente libertador.
- A corrente pessimista – compreendia os meios de comunicação como algo ameaçador, que desumaniza o humano e possui um caráter opressor. Dimensão de fausto – que abdica do essencial.
- Farão críticas ao iluminismo, caracterizado pela extrema valorização da razão, ou seja, a razão é entendida como guia.
- Entenderão o racionalismo iluminista como instrumento de controle.
- Aberta ao acesso de todos.
- Aberta as camadas populares.
- Parte da ideia de uma cultura produzida pelas massas.
- Massificação – a cultura como um instrumento de doutrinação do capitalismo (instrumento de controle social).
domingo, 2 de abril de 2017
Para refletir - o poder aprisionador da globalização.
A geografia na poesia de Euclides da Cunha.
TEXTOS DE EUCLIDES DA CUNHA - São Paulo, 1982
Do topo da Favela, se a prumo dardejava o sol
e a atmosfera estagnada imobilizava a natureza em torno,
atentando-se para os descampados,
ao longe, não se distinguia o solo.
O olhar fascinado perturbava-se no desequilíbrio
das camadas desigualmente aquecidas,
parecendo varar através de um prisma desmedido e intáctil,
e não distinguia a base das montanhas, como que suspensas.
Então, ao norte da Canabrava,
numa enorme expansão dos plainos perturbados,
via-se um ondular estonteador;
estranho palpitar de vagas longínquas;
a ilusão maravilhosa de um seio de mar,
largo, irisado, sobre que caísse,
e refrangesse, e ressaltasse
a luz esparsa em cintilações ofuscantes...
É uma paragem impressionadora.
As condições estruturais da terra
lá se vincularam à violência máxima
dos agentes exteriores para o desenho
de relevos estupendos.
No enterroado do chão, no desmantelo dos cerros quase desnudos,
no contorcido dos leitos secos dos ribeirões efêmeros,
no constrito das gargantas e no quase convulsivo
de uma flora decídua embaralhada em esgalhos —
é de algum modo o martírio da terra,
brutalmente golpeada pelos elementos variáveis,
distribuídos por todas as modalidades climáticas.
As forças que trabalham a terra atacam-na na contextura íntima
e na superfície, sem intervalos na ação demolidora,
substituindo-se, com intercadência variável,
nas duas estações únicas da região.
Dissociam-na nos verões queimosos;
degradam-na nos inversos torrenciais.
Vão do desequilíbrio molecular,
agindo surdamente,
à dinâmica portentosa das tormentas.
Ligam-se e completam-se.
E consoante o preponderar de uma e outra,
ou o entrelaçamento de ambas,
modificam-se os aspectos naturais.
e a atmosfera estagnada imobilizava a natureza em torno,
atentando-se para os descampados,
ao longe, não se distinguia o solo.
O olhar fascinado perturbava-se no desequilíbrio
das camadas desigualmente aquecidas,
parecendo varar através de um prisma desmedido e intáctil,
e não distinguia a base das montanhas, como que suspensas.
Então, ao norte da Canabrava,
numa enorme expansão dos plainos perturbados,
via-se um ondular estonteador;
estranho palpitar de vagas longínquas;
a ilusão maravilhosa de um seio de mar,
largo, irisado, sobre que caísse,
e refrangesse, e ressaltasse
a luz esparsa em cintilações ofuscantes...
É uma paragem impressionadora.
As condições estruturais da terra
lá se vincularam à violência máxima
dos agentes exteriores para o desenho
de relevos estupendos.
No enterroado do chão, no desmantelo dos cerros quase desnudos,
no contorcido dos leitos secos dos ribeirões efêmeros,
no constrito das gargantas e no quase convulsivo
de uma flora decídua embaralhada em esgalhos —
é de algum modo o martírio da terra,
brutalmente golpeada pelos elementos variáveis,
distribuídos por todas as modalidades climáticas.
As forças que trabalham a terra atacam-na na contextura íntima
e na superfície, sem intervalos na ação demolidora,
substituindo-se, com intercadência variável,
nas duas estações únicas da região.
Dissociam-na nos verões queimosos;
degradam-na nos inversos torrenciais.
Vão do desequilíbrio molecular,
agindo surdamente,
à dinâmica portentosa das tormentas.
Ligam-se e completam-se.
E consoante o preponderar de uma e outra,
ou o entrelaçamento de ambas,
modificam-se os aspectos naturais.
*****
O nordeste persiste intenso, rolante, pelas chapadas,
zunindo em prolongações uivadas na galhada estrepitante
das caatingas e o sol alastra, reverberando no firmamento claro,
os incêndios inextinguíveis da canícula.
O sertanejo, assoberbado de reveses, dobra-se afinal.
Passa certo dia, à sua porta, a primeira turma de retirantes.
Vê-as, assombrado, atravessar o terreiro, miseranda,
desaparecendo adiante, numa nuvem de poeira, na curva do caminho.
No outro dia, outra.
E outras.
É o sertão que se esvazia.
Não resiste mais.
Amatula-se num daqueles bandos,
que lá se vão caminho em fora,
debruando de ossadas as veredas,
e lá se vai ele no êxodo penosíssimo para a costa,
para as serras distantes, para quaisquer lugares
onde o não mate o elemento primordial da vida.
Atinge-os. Salva-se.
Passam-se meses. Acaba-se o flagelo.
Ei-lo de volta. Vence-o saudade do sertão.
Remigra.
E torna feliz, revigorado, cantando;
esquecido de infortúnios,
buscando as mesmas horas passageiras
da ventura perdidiça e instável,
os mesmo dias longos de transes e provocações demoradas.
O nordeste persiste intenso, rolante, pelas chapadas,
zunindo em prolongações uivadas na galhada estrepitante
das caatingas e o sol alastra, reverberando no firmamento claro,
os incêndios inextinguíveis da canícula.
O sertanejo, assoberbado de reveses, dobra-se afinal.
Passa certo dia, à sua porta, a primeira turma de retirantes.
Vê-as, assombrado, atravessar o terreiro, miseranda,
desaparecendo adiante, numa nuvem de poeira, na curva do caminho.
No outro dia, outra.
E outras.
É o sertão que se esvazia.
Não resiste mais.
Amatula-se num daqueles bandos,
que lá se vão caminho em fora,
debruando de ossadas as veredas,
e lá se vai ele no êxodo penosíssimo para a costa,
para as serras distantes, para quaisquer lugares
onde o não mate o elemento primordial da vida.
Atinge-os. Salva-se.
Passam-se meses. Acaba-se o flagelo.
Ei-lo de volta. Vence-o saudade do sertão.
Remigra.
E torna feliz, revigorado, cantando;
esquecido de infortúnios,
buscando as mesmas horas passageiras
da ventura perdidiça e instável,
os mesmo dias longos de transes e provocações demoradas.
O vaqueiro criou-se em uma intermitência, raro perturbada,
de horas felizes e horas cruéis, de abastança e misérias —
tendo sobre a cabeça, como ameaça perene, o sol,
arrastando de envolta no volver das estações,
períodos sucessivos de devastações e desgraças.
Atravessou a mocidade numa intercadência de catástrofes.
Fez-se homem, quase sem ter sido criança.
Salteou-o, logo, intercalando-lhe agruras
nas horas festivas da infância,
o espantalho da secas no sertão.
Cedo encarou a existência pela sua face tormentosa.
É um condenado à vida.
Compreendeu-se envolvido em combate sem tréguas
exigindo-lhe imperiosamente a convergência de todas as energias.
Fez-se forte, esperto, resignado e prático.
Aprestou-se, cedo, para luta.
O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista,
o de guerreiro antigo exausto da refrega.
de horas felizes e horas cruéis, de abastança e misérias —
tendo sobre a cabeça, como ameaça perene, o sol,
arrastando de envolta no volver das estações,
períodos sucessivos de devastações e desgraças.
Atravessou a mocidade numa intercadência de catástrofes.
Fez-se homem, quase sem ter sido criança.
Salteou-o, logo, intercalando-lhe agruras
nas horas festivas da infância,
o espantalho da secas no sertão.
Cedo encarou a existência pela sua face tormentosa.
É um condenado à vida.
Compreendeu-se envolvido em combate sem tréguas
exigindo-lhe imperiosamente a convergência de todas as energias.
Fez-se forte, esperto, resignado e prático.
Aprestou-se, cedo, para luta.
O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista,
o de guerreiro antigo exausto da refrega.
As vestes são uma armadura.
Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta;
apertado no colete também de couro;
calçando as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas,
cosidas às pernas e subindo até as virilhas,
articuladas em joelheiras de sola;
e resguardados os pés e as mãos
pela luvas e guarda-pés de pele de veado —
é como a forma grosseira de um campeador medieval
desgarrado em nosso tempo.
Esta armadura, porém, de um vermelho pardo,
como se fosse de bronze flexível,
não tem cintilações, não rebrilha ferida pelo sol.
É fosca e poenta.
Envolve ao combatente de uma batalha sem vitórias...
A sela da montaria, feita por ele mesmo,
imita o lombilho rio-grandense, mas é mais curta e cavada,
sem os apetrechos luxuosos daquele.
São acessórios uma manta de pele de bode,
um couro resistente, cobrindo as ancas do animal,
peitorais que lhe resguardam o peito,
e as joelheiras apresilhadas à juntas.
Esse equipamento do homem e do cavalo talha-se à feição do meio.
Vestidos doutro modo não romperiam, incólumes,
as caatingas e os pedregais cortantes.
Perfeita tradução moral dos agentes físicos da sua terra,
o sertanejo do Norte teve uma árdua aprendizagem de reveses.
Afez-se, cedo, a encontrá-los, de chofre, e a reagir, de pronto.
Atravessa a vida entre ciladas,
surpresas repentinas de uma natureza incompreensível,
e não perde um minuto de tréguas.
É o batalhador perenemente combalido e exausto,
perenemente audaciosos e forte;
preparando-se sempre para um recontro que não vence
e em que se não deixa vencer;
passando da máxima quietude à máxima agitação;
da rede preguiçosa e cômoda para o lombilho duro,
que o arrebata, como um raio, pelo arrastadores estreitos,
em busca das malhadas.
Reflete, nestas aparências que o contrabatem,
a própria natureza que o rodeia —
passiva ante o jogo dos elementos e passando,
sem transição sensível, de uma estação à outra,
da maior exuberância à penúria dos desertos incendidos,
sob o reverberar dos estios abrasantes.
É inconstante com ela.
É natural que o seja.
Viver é adaptar-se.
Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta;
apertado no colete também de couro;
calçando as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas,
cosidas às pernas e subindo até as virilhas,
articuladas em joelheiras de sola;
e resguardados os pés e as mãos
pela luvas e guarda-pés de pele de veado —
é como a forma grosseira de um campeador medieval
desgarrado em nosso tempo.
Esta armadura, porém, de um vermelho pardo,
como se fosse de bronze flexível,
não tem cintilações, não rebrilha ferida pelo sol.
É fosca e poenta.
Envolve ao combatente de uma batalha sem vitórias...
A sela da montaria, feita por ele mesmo,
imita o lombilho rio-grandense, mas é mais curta e cavada,
sem os apetrechos luxuosos daquele.
São acessórios uma manta de pele de bode,
um couro resistente, cobrindo as ancas do animal,
peitorais que lhe resguardam o peito,
e as joelheiras apresilhadas à juntas.
Esse equipamento do homem e do cavalo talha-se à feição do meio.
Vestidos doutro modo não romperiam, incólumes,
as caatingas e os pedregais cortantes.
Perfeita tradução moral dos agentes físicos da sua terra,
o sertanejo do Norte teve uma árdua aprendizagem de reveses.
Afez-se, cedo, a encontrá-los, de chofre, e a reagir, de pronto.
Atravessa a vida entre ciladas,
surpresas repentinas de uma natureza incompreensível,
e não perde um minuto de tréguas.
É o batalhador perenemente combalido e exausto,
perenemente audaciosos e forte;
preparando-se sempre para um recontro que não vence
e em que se não deixa vencer;
passando da máxima quietude à máxima agitação;
da rede preguiçosa e cômoda para o lombilho duro,
que o arrebata, como um raio, pelo arrastadores estreitos,
em busca das malhadas.
Reflete, nestas aparências que o contrabatem,
a própria natureza que o rodeia —
passiva ante o jogo dos elementos e passando,
sem transição sensível, de uma estação à outra,
da maior exuberância à penúria dos desertos incendidos,
sob o reverberar dos estios abrasantes.
É inconstante com ela.
É natural que o seja.
Viver é adaptar-se.
Ela o talhou à sua imagem:
bárbaro, impetuoso, abrupto...
bárbaro, impetuoso, abrupto...
Ali estavam, gafadas de pecados velhos,
serodiamente penitenciados, as beatas —
êmulas das bruxas das igrejas —
revestidas da capona preta
lembrando a holandilha fúnebre da Inquisição;
as solteiras, termo que nos sertões
tem o pior dos significados, desenvoltas e despejadas,
soltas na gandaíce sem freios;
as moças donzelas ou moças damas, recatadas e tímidas;
em honestas mães de famílias;
nivelando-se pelas mesmas rezas.
Faces murchas de velhas — esgrouviados viragos
em cuja boca deve ser um pecado mortal a prece;
— rostos austeros de matronas simples;
fisionomias ingênuas de raparigas crédulas,
misturavam-se em conjunto estranho.
Todas as idades, todos os tipos, todas a cores...
serodiamente penitenciados, as beatas —
êmulas das bruxas das igrejas —
revestidas da capona preta
lembrando a holandilha fúnebre da Inquisição;
as solteiras, termo que nos sertões
tem o pior dos significados, desenvoltas e despejadas,
soltas na gandaíce sem freios;
as moças donzelas ou moças damas, recatadas e tímidas;
em honestas mães de famílias;
nivelando-se pelas mesmas rezas.
Faces murchas de velhas — esgrouviados viragos
em cuja boca deve ser um pecado mortal a prece;
— rostos austeros de matronas simples;
fisionomias ingênuas de raparigas crédulas,
misturavam-se em conjunto estranho.
Todas as idades, todos os tipos, todas a cores...
Ele seguia na frente — grave e sinistro — descoberto,
agitada pela ventania forte a cabeleira longa,
arrimando-se ao bordão inseparável.
Desceu a noite.
Acenderam-se as tochas dos penitentes,
e a procissão, estendida na linha de cumeadas,
traçou uma estrada luminosa no dorso da montanha...
agitada pela ventania forte a cabeleira longa,
arrimando-se ao bordão inseparável.
Desceu a noite.
Acenderam-se as tochas dos penitentes,
e a procissão, estendida na linha de cumeadas,
traçou uma estrada luminosa no dorso da montanha...
Disponível em:http://www.antoniomiranda.com.br/sobreoautor/sobre_autor_index.html. Acesso em 02/04/17.
sábado, 1 de abril de 2017
O sertanejo e a sua bravura...
“…as caatingas são um aliado incorruptível do sertanejo em revolta. Entram também de certo modo na luta. Armam-se para o combate; agridem. Trançam-se, impenetráveis, ante o forasteiro, mas abrem-se em trilhas multivias, para o matuto que ali nasceu e cresceu…”
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Rio de Janeiro: FBN, p. 102.)
Para refletir com Rubem Alves...
Disponível em: http://www.portalraizes.com/clube-do-ipe-amarelo-rubem-alves-projeto-de-leitura/. Acesso em 01/04/17.
É preciso ensinar o transbordamento da felicidade – Rubem Alves
Quero falar da alegria de ser
professor, pois o sofrimento de se ser um professor é semelhante ao sofrimento
das dores de parto: a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar
à luz um filho.
Reli, faz poucos dias, o livro de
Hermann Hesse, O Jogo das Contas de Vidro. Bem ao final, à guisa de conclusão e
resumo da estória, está este poeminha de Rückert:
Nossos dias são preciosos,
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.
Este poema fala de uma estranha
alegria, a alegria que se tem diante da coisa triste que é ver os preciosos
dias passando… A alegria está no jardim que se planta, na criança que se
ensina, no livrinho que se escreve. Senti que eu mesmo poderia ter escrito
essas palavras, pois sou jardineiro, sou professor e escrevo livrinhos. Imagino
que o poeta jamais pensaria em se aposentar. Pois quem deseja se aposentar
daquilo que lhe traz alegria? Da alegria não se aposenta.[…]
Para Zaratustra a felicidade
começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do
sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo
que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais
consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, turgido de
leite, que precisa da boca da criança que o esvazie.
A felicidade solitária é
dolorosa. Zaratustra percebe então que sua alma passa por uma metamorfose.
Chegou a hora de uma alegria maior: a de compartilhar com os homens a
felicidade que nele mora. Seus olhos procuram mãos estendidas que possam
receber a sua riqueza. Zaratustra, o sábio, se transforma em mestre. Pois ser
mestre e isso: ensinar a felicidade.
Rubem Alves em “A Alegria de
Ensinar” – Versão PDF – Páginas 7/8/9 (Trechos)
Disponível em: http://www.portalraizes.com/rubem-alves-2/. Acesso 01/04/2017.
Consumo e descarte no documentário Ilha das Flores.
Um dos grandes problemas dos nossos dias está na relação consumo e descarte. Em todos os sistemas produtivos, resíduos dos mais diversos tipos são lançados no meio ambiente produzindo muitos impactos. Boa parte desses resíduos poderiam ser tratados antes de serem devolvidos a natureza ou até mesmo serem reaproveitados pelo próprio sistema produtivo. Contudo, o alto custo desses processos, acaba por desencadear atitudes irresponsáveis e muitas vezes criminosas, contribuindo para que grandes quantidades de poluentes sejam lançados todos os dias no meio ambiente sem qualquer tratamento. Além disso, milhares de pessoas que vivem numa condição extrema de pobreza, acabam sobrevivendo desses resíduos, numa condição degradante e perigosa. Que bom seria se enquanto humanidade fossemos capazes de perceber "que o supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres, sabendo que, quem possui um bem supérfluo possui algo que não lhe pertence." E melhor ainda seria, se essa reflexão mudasse nossas relações, tornando-as mais conscientes, sensíveis e transformadoras.
segunda-feira, 27 de março de 2017
A geografia social e humanitária de Dom Helder Câmara
Nos vídeos a seguir, veremos um belo exemplo de ser humano, que a frente do seu tempo, abre caminhos inimagináveis no campo da solidariedade e do amor aos mais pobres. Fica os belos registros e testemunhos de pessoas que conviveram com Dom Helder na luta pela dignidade humana.
domingo, 26 de março de 2017
Da cítica do planejamento urbano a um planejamento urbano crítico.
O
planejamento urbano tem produzido pensamentos e abordagens diferentes quanto a
sua execução, seja por parte de pensadores esquerdistas, seja por parte dos pensadores
conservadores.
Na
perspectiva do pensamento marxista, se destacam alguns importantes pensadores,
entre eles, Castellis e Harvey, considerados sociólogos e geógrafos urbanos, além
do renomado Lefebvre, que segundo o texto, sofreu algumas objeções por parte de
Harvey e, especialmente, por parte de Castellis. Todos esses fizeram reverberar
a ideologia marxista aplicada ao tema do desenvolvimento das cidades.
Castellis
e Harvey, embora divirjam de Lefebvre em muitos pontos, dedicarão maior energia
em construir críticas ferrenhas ao pensamento conservador aplicado aos estudos
urbanos, especialmente, a Escola de Chicago, em meados das décadas de 20 e 30. Nesse
cenário, vão se contrapor tanto ao idealismo da Sociologia culturalista quanto
ao Darwinismo social dos sociólogos urbanos da Escola de Chicago.
Para os
pensadores marxistas, o problema está posto na redução dos conflitos sociais a
uma mera competição entre indivíduos, numa interface com as ideias
biológico-evolucionistas de “luta pela vida” e “sobrevivência do mais forte”,
subestimando assim, a existência dos condicionamentos impostos pelas
contradições de classe e recusando a interpretação dos conflitos também
enquanto luta de classes.
Para
Castellis e Harvey, era preciso promover uma espécie de “desnaturalização” da
análise da produção do espaço urbano, no sentido de historicizar os problemas
sociais manifestados na cidade, encarando o espaço urbano como um produto
social e os problemas urbanos como consequência direta das relações de produção
e de poder no mundo capitalista. Buscavam com isso, rechaçar a ideia de redução
dos indivíduos a meros consumidores, ou seja, aquela ingênua percepção de que a
sociedade nada mais é do que um agregado de indivíduos consumidores. Assim,
Castellis e Harvey proporão a “desideologização” do estudo da cidade, no
sentido de desnudar os limites e armadilhas da ideologia capitalista, numa
propositura que vai de encontro a politização dos estudos urbanos.
Sabe-se
que os marxistas divergiam em vários temas, mas suas ideias se tornaram
unificadas na denúncia do planejamento como um instrumento a serviço da
manutenção do status quo capitalista.
Assim, o planejamento teria por missão criar as condições para uma
sobrevivência do sistema a longo prazo – mesmo que, para isso, fosse
necessário, algumas vezes, ir contra interesses imediatos de alguns
capitalistas ou mesmo frações inteiras da classe capitalista.
Com o
enfraquecimento do pensamento marxista frente ao triunfalismo conservador, após
a queda do Muro de Berlim (1989), muitas dessas ideias perderam força. A crise
do marxismo enfraqueceu o seu discurso, embora não permitisse concluir que
houvesse falhado ou fosse desprovido de capacidade explicativa, independente do
autor ou do assunto sobre o qual se estivesse falando. Isso se verifica ao
perceber que as críticas marxistas ao planejamento encerram uma falácia, pois
revelam uma inconsistência lógica. Essa falácia é denominada de acidente e
apoia-se na generalização da crítica ao planejamento.
Essa
prática questionadora e profundamente crítica, não foi exclusividade apenas do
pensamento marxista, já que também os conservadores, construíram abordagens
críticas sobre o planejamento, a partir da frustação com os resultados da
intervenção estatal em geral. Percebeu-se a incapacidade de cumprir a promessa
implícita sugerida pelo espírito Keynesiano, ao qual se buscava evitar as
crises, na tentativa de salvar o capitalismo de si próprio ou mesmo fazê-lo
prospero. Com o esgotamento das estratégias Keynesianas, o neoliberalismo surge
e ganha força, eclodindo no mundo globalizado. Com isso, migra-se de um
planejamento regulatório a um planejamento apoiado nas ideias de gestão. O
planejamento assume uma subordinação ao mercado, acompanhando as suas
respectivas e surpreendentes tendências. Além deste, o planejamento de
facilitação, apreende uma nova abordagem, no qual buscava-se estimular a
iniciativa privada, numa estreita relação entre vantagens e regalias, a
exemplo, das isenções tributárias e subsídios diversos. E ainda, é possível
verificar um terceiro espectro de planejamento, que está alinhado a ideia de
administração privada, no qual enfatiza a parceria público/privada.
A grande
questão que está posta perante tudo isso é de como realizar com segurança o
percurso que vai da crítica do
planejamento urbano a um planejamento
urbano crítico?
Essa
parece ser a questão centralizadora, que expõe as inquietações sejam dos
marxistas, sejam dos conservadores. Com aplicabilidades e abordagens
diferenciadas, o que se extrai dessas realidades contraditórias, é uma inegável
necessidade de transição, que se fundamenta em novas perspectivas e
proposituras, dentre as quais, identifica-se um pensamento orientado para o futuro,
que possibilite fazer escolhas entre alternativas e considerar limites,
restrições e potencialidades, assim como, consideração de prejuízos e
benefícios. Além de tudo, busca-se uma maior lucidez quanto a verificação de
possibilidades que forneçam diferentes cursos de ação, os quais dependem de
condições e circunstâncias variáveis.
Nesse
sentido, é importante perceber que as diferentes correntes ideológicas sempre
estiveram envolvidas com o planejamento, embora fossem contrários em suas
tessituras e abordagens. Isso se verifica claramente nos sistemas de
planificação centralizada, os quais sempre buscaram firmar suas raízes em três
distintas correntes de oposição ao status
quo capitalista, a saber, o socialismo utópico, o anarquismo e o
materialismo histórico.
Também
se insere uma crítica a racionalidade instrumental e a Escola de Frankfurt, com
as ideologias de massas e a massificação dos meios de comunicação, entre seus
mais otimistas e pessimistas pensadores. Nesse sentido, Habermas vai apresentar
que a racionalidade instrumental orienta uma ação estratégica, cujo linguagem
não é usada para fins de entendimento, mas sim para fins de dominação e
cooptação. A racionalidade não deixa de apresentar o seu caráter aprisionador,
através da análise acrítica da adequação entre meios e fins. Entra-se em
confronto uma racionalidade instrumental X uma racionalidade comunicativa
aplicada ao planejamento.
Diante
do exposto, chega-se então a grande questão sobre o que de fato é um
planejamento crítico? Em linhas gerais, pode-se entendê-lo, como uma abordagem
que ultrapassa o senso comum, a ponto de questionar realidades que estão
postas, assim, como construções pré-estabelecidas, no sentido de buscar maior
sentido e experimentação. No planejamento crítico, busca-se superar as ideias
do tecnocratismo, a fim de alcançar outros referenciais de instrumentos que
possibilitem novas perspectivas de planejamento e gestão urbana.
Para
concluir, verifica-se a necessidade de se construir uma relação entre a evolução dos diversos
pensadores e suas ideologias no avanço de uma abordagem crítica do planejamento
a um planejamento urbano verdadeiramente crítico, que aprofunde e problematize
as questões urbanas, a partir dos diferentes ciclos econômicos e suas infinitas
conjecturas. Essas percepções, ajudam e corroboram com novas abordagens dos cenários
urbanos e maior percepção dos problemas e condicionantes encontrados dentro do
espaço urbano. Em qualquer cenário global, o que se verifica, é um caldeamento
de situações que atuam e exercem força sobre o cenário urbano.
Homenagem a Dom Marcelo - Arcebispo Emérito da Paraíba - Ao tratar sobre a questão agrária
Dom Marcelo Pinto Carvalheira Arcebispo Emérito da Paraíba, realizou a sua páscoa definitiva, mas deixou-nos um legado de ternura e amor aos pobres. Em seus discursos e homilias, a voz forte de pastor ecoava e fazia arder o coração. Homem profético, culto e de uma humanidade indescritível, que tão naturalmente deixava exalar, como um perfume de agradável odor. Nesse vídeo, Dom Marcelo aborda a temática agrária, com a delicadeza e genialidade que sempre lhe foram companheiras, chamando todos a uma profunda conversão, sem contudo, agredir a quem quer que fosse. Em suas palavras fez reverberar a mensagem evangélica com toda a sua força e contundência, numa ânsia profunda por colaborar com a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. Obrigado Dom Marcelo por todos os ensinamentos e presença terna. Para sempre Dom Ternura em nossos corações e memórias.
quinta-feira, 23 de março de 2017
O veneno está na mesa!
O uso de agrotóxicos torna-se cada vez mais comum nos nossos dias. A todo momento somos advertidos sobre seus riscos, já que se encontram presentes em quase tudo que consumimos, sejam eles grãos, legumes, frutas e verduras, ou ainda, presentes em produtos industrializados, originários dessas fontes, como por exemplo, farinhas e massas. Em contrapartida, há quem defenda a necessidade do uso dos agrotóxicos, o que divide opiniões. Assim, o vídeo a seguir, problematiza a questão e provoca a nossa reflexão. Deixe seu comentário e vamos debater!
quarta-feira, 15 de março de 2017
Dialogando com Rui Moreira...
O vídeo a seguir nos convida a uma maravilhosa reflexão com o geógrafo Rui Moreira. Aproveitemos esse diálogo para aprender e discutir sobre a geografia em suas múltiplas linguagens. Deixe seu comentário!!!
quinta-feira, 9 de março de 2017
A globalização na música terceiro plural / Questão elaborada pelo professor e geógrafo Paulo Vital.
Analise a letra da musica a seguir e responda o que se pede.
Os diferentes modelos produtivos de cada momento do sistema capitalista, sempre foram o resultado da busca por caminhos para manter o crescimento da produção e do consumo. Assim sendo, a partir da compreensão da música e de seus conhecimentos, qual a relação existente entre globalização, sociedades de consumo e degradação ambiental. Utilize o espaço destinado aos comentários para responder e debater sobre o tema.
quarta-feira, 8 de março de 2017
O fenômeno da globalização segundo Milton Santos.
Para Milton Santos, a globalização é, de certa forma o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. Esse conceito se materializa de diversas maneiras no nosso cotidiano, já que o processo de internacionalização, implica a construção de uma rede de comunicação, que interliga o local ao global, numa mútua relação de influência. Podemos falar de uma relação entre localismos e globalismos. Nessa dinâmica, somos em certo sentido massa de manobra e ao mesmo tempo, força motriz, que alimenta um sistema marcado por uma infinidade de possibilidades, expressas nos fluxos da globalização. Trocando em miúdos, a globalização produz e sustenta, o fluxo do capital, de mercadorias, de pessoas, de informação e, sobretudo, fluxos culturais, que contribuem para a construção da perspectiva de aldeia global. Essa perspectiva, além de alienante, esmaga as particularidades da identidade de cultural de cada povo, de suas etnias e processos históricos, reduzidos a uma padronização cultural.
É nessa perspectiva que Milton Santos nos apresenta o tema da globalização a partir de uma tríplice visão de mundo. Assim, esse grande geógrafo brasileiro, nos apresentará em seu livro "por uma outra globalização", o mundo como fábula,como perversidade e como possibilidade.
Em seu livro, Milton Santos afirma: "vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido." Aqui, torna-se clara a visão do autor, em reconhecer o progresso das ciências e das técnicas, reconhecidamente marcadas pela precisão e intencionalidade. De fato, o avanço das técnicas produziram uma profunda transformação na relação do ser humano com o espaço geográfico. Poderíamos dizer até que, essa transformação se mostra irreversível e veloz. Os sistemas produtivos se tornam cada vez mais equipados de uma força transformadora que tem influenciado o comportamento humano e suas mais variadas relações. Contudo, todo esse avanço, produz efeitos potencialmente perigosos, já que nutre o crescente interesse pelo consumo e pelo descarte. Consumimos mais recursos naturais e, consequentemente, também produtos industrializados, ações que, inevitavelmente, nos levam a descartar de forma mais rápida e danosa. Mergulhamos o planeta numa condição extrema de exploração e degradação. Essa degradação não se mostra apenas na perspectiva ambiental, as relações sociais, econômicas, políticas, também apontam para uma insustentabilidade, que concentra a riqueza nas mãos de uma minoria, aprofundando as mais diversas formas de exclusão social e empobrecimento.
Segundo Milton Santos, explicações mecanicistas são, todavia, insuficientes. É a maneira como, sobre essa base material, se produz a história humana que é a verdadeira responsável pela criação da torre de babel em que vive a nossa era globalizada. Quando se permite imaginar que se tornou possível a criação de um mundo veraz, o que é imposto aos espíritos é um mundo de fabulações , que se aproveita do alargamento de todos os contextos (M. Santos, A Natureza do espaço, 1996) para consagrar um discurso único. Seus fundamentos são a informação e o seu império, que encontram alicerce na produção de imagens e do imaginário, e se põe a serviço do império do dinheiro, fundado este na economização e na monetarização da vida social e da vida pessoal. De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização.
Fonte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal / Milton Santos. - 22ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 2012.
Assinar:
Postagens (Atom)





